quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

KLBN4

Klabin é o exemplo de empresa listada em bolsa que é uma amostra da insanidade do mercado financeiro, sem contar que é um papel recomendado por várias corretoras. Eu nem acompanho essa empresa, mas vejam alguns dos indicadores (valores aproximados):

P/L=36
P/VPA=2
DY=3%
ROE=5%
Margem Bruta=37%
Dívida Bruta/PL=130%



Fonte do gráfico: GuiaInvest

Sem querer trollar, mas eu queria que algum acionista me explicasse qual é o atrativo de manter esse papel em carteira... Promessa futura? Esperança?

Vejam só as justificativas da Rico Corretora para a Klabin:

  • Estrutura de capital confortável da empresa, sem problemas de alavancagem
  • Eficiência Operacional
  • Histórico de crescimento por caminhos conservadores
  • O bom momento para companhias de papel e celulose na bolsa de valores.
Fonte: http://tissueonline.com.br/acoes-da-klabin-estao-entre-as-recomendacoes-para-fevereiro/

A Coinvalores também recomenda Klabin:

Fonte: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/3185560/corretora-indica-papeis-para-investir-mais-nesta-semana

Quero entender...

Nota: Este blog não faz qualquer recomendação de investimento e não se responsabiliza por decisões influenciadas com base no conteúdo do mesmo.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O Pânico dos Outros é Meu Lucro

As opiniões abaixo são pessoais e não servem como apoio à decisão de investimento.

O ano de 2013 foi positivo para minha carteira (mais ou menos +10%), mas o primeiro mês de 2014 mostrou uma grande queda no valor de mercado (aproximadamente -10%). Estou fortemente comprado em BBAS3, que caiu bastante, e outras ações que tenho posição considerável também despencaram por causa da intranquilidade do mercado acionário.

BBAS3 nessa faixa de R$20,xx é linda de se comprar, aliás se continuar comprando mais vai acabar virando all-in! :) Embora existam papéis bons na bolsa, mas nada "quase de graça" como foi em 2008, acabei focando mais em FIIs. Nas cotações e rendas atuais há várias delas dando 11%/ano mais correção. Algumas cotações recentes de FIIs já permitem ao investidor 1% de rendimento mensal. Não existe intranquilidade no mercado de fundos imobiliários, mas sim existe PÂNICO. Não só pelas quedas em si, mas em certos momentos você percebe pelo comportamento das ordens no book que tem gente no desespero irracional para vender suas FIIs. Quanto mais cai a cotação, maior o desespero. Dá para entender o desespero no caso de investimentos que micaram, como as empresas X, mas com papéis que mandam dinheiro vivo na sua conta mensalmente, não dá para entender...

Com FIIs valendo 70-80% do seu valor patrimonial (ou menos), existe uma "margem de segurança" muito boa para eventuais crises reais. A realidade do mercado financeiro é que o pânico dos OUTROS resulta em meu LUCRO. Será revertido para uma independência financeira mais rápida. Foi assim em 2008 com ações (era o fim do mundo capitalista, quem lembra das besteiras dos comunas?), desta vez é com FIIs. O ano de 2008 foi o meu divisor de águas financeiro, de um esquema B&H meio idiota (estilo Bastter embora nem conhecesse essa porcaria) para as compras baseadas totalmente em valor e oportunidade.

Até o começo de dezembro do ano passado nem tinha FIIs em carteira (e nem dava muita bola), mas elas desabaram tanto que acabaram chamando minha atenção. Hoje já são mais de 10% da minha carteira, e amanhã que é dia de pagamento vou comprar mais um pouco. Não tenho um objetivo fixo de preencher X% da minha carteira, conforme estiver barato, vou comprando. Se as promoções continuarem, vão chegar aos 20% ou 30% nos próximos meses...

Durante Fevereiro vão cair alguns proventos das minhas ações, o que permitirá mais compras de ativos descontados. É em momentos de crise que o DY das ações fazem diferença. Nem preciso comprar da mesma empresa que distribuiu os dividendos, posso alocar em um ativo com melhor valor naquele momento. Aliás até rio para quem acha que dividendo não serve para nada, porque desconta da cotação...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O Que é Classe Média

Nos últimos anos temos visto na mídia com grande frequência menções ao aumento da classe média brasileira e um novo conceito chamado de "nova classe média". É natural que não exista uma definição universal de classe média, mas será que não estão distorcendo o conceito de classe média para fins políticos?

Fala-se tanto na tal "nova classe média" na mídia, e levando em conta que boa parte dos nossos jornalistas são meros papagaios que repetem informações sem fazer uma avaliação crítica, existe o risco de transformar uma mentira ou meia-verdade oriunda de certos setores políticos em uma verdade concreta e absoluta, assim como foi a autosuficiência em petróleo [link] ou o pagamento da dívida externa [link].

Segundo o Marcio Pochmann do IPEA, que lançou um livro a respeito da suposta nova classe média, a ascensão econômica de uma parcela significativa da população brasileira "não se trata da emergência de uma nova classe — muito menos de uma classe média." [link] (Detalhe que o autor disputou a prefeitura de Campinas em 2012 pelo PT)

A Marilena Chauí, aquela professora da FFLCH-USP que odeia a classe média "antiga", também diz que "os programas sociais do governo tenham criado uma nova classe média no Brasil. O que eles criaram foi uma nova classe trabalhadora." [link] Depois ela continua com o blá blá blá típico de comunista que não vale a pena sequer ser reproduzido, mas está no link. Ou seja, os dois petistas acima discordam que a "nova classe média", usado como marketing pelo governo do PT, é de fato, classe média.

Dentro da minha concepção pessoal do que é classe média, imagino uma família com as seguintes características gerais:
- possui um imóvel próprio ou alugado, que não esteja em situação irregular ou precária;
- possui eletricidade, água potável e sistema de esgoto (ou fossa para áreas afastadas ou rurais);
- possui trabalho formal que exige um certo grau de escolaridade;
- não depende de programas assistencialistas do governo;
- possui renda suficiente para alimentar e vestir todos os membros da família;
- possui eletrodomésticos e TV;

- tem acesso a escolas, mercados, e atendimento de saúde.

A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), que é um órgão de governo federal, definiu em 2012 um "critério" para a identificação da "classe média brasileira", definindo como o grupo de famílias com renda per capita entre R$291 e R$1.019. [link][link][Wiki]

Alguém com uma capacidade crítica mínima pode questionar: Como é que se pode definir alguém que ganha ABAIXO do salário MÍNIMO (R$724) pertencer à classe média? Não é o próprio governo federal que define o valor do salário mínimo? Um casal sem filhos que ganha em conjunto R$600 é da classe média, sendo que na prática esse valor iria em sua maior parte para o aluguel de moradia em uma favela em SP ou RJ!

Pasmem, a classe média ALTA é definida pelo rendimento per capita entre R$640 a R$1.019, e a classe ALTA logo acima dessa faixa. [link] Ou seja, uma família típica com dois filhos, que ganha R$3.000 no total, é classe média alta! Uma pessoa sozinha que ganha R$1.500 é classe alta, mas com esse valor mal consegue alugar um apartamento de classe média em São Paulo...

Seria de se perguntar em que classe se encaixa um político brasileiro?

Detalhe curioso é que a própria Marilena Chauí participou da comissão criada pela SAE para definir a classe média no Brasil. [pdf]

Assim, é fácil transformar metade do Brasil em classe média! Pegaram a renda per capita no Brasil inteiro e mais ou menos fizeram uma média, chamando de classe média quem está na média... O pior é que até a imprensa cai nessa, até o pessoal do noticiário da Globo News repete isso feito papagaio.






quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Aposentadoria Precoce Extrema

Na Internet pude encontrar uma proposta de estratégia de finanças pessoais bem diferente do que estamos acostumados, que é a Aposentadoria Precoce Extrema (Early Retirement Extreme, ou ERE).

A filosofia do ERE sugere que você adote um estilo de vida extremamente frugal para deixar de trabalhar em poucos anos. Contrasta com a estratégia mais conhecida de trabalhar e viver poupando para acumular patrimônio de modo a atingir a riqueza.

Para conseguir a Aposentadoria Precoce Extrema é necessário atingir um patamar de patrimônio muito menor, menor que a marca psicológica do "primeiro milhão". Note que acumular o "primeiro milhão de reais" não torna ninguém rico, e mesmo assim, para quem começa do zero, é uma marca bastante difícil de alcançar.

Pelos posts que vejo em certos blogs de finanças brasileiros, a filosofia dos jovens poupadores é atingir a independência financeira antes dos 30 ou 40 anos, já que depois disso é o fim da vida. Note que muitas vezes a idéia de independência financeira é misturada com sonhos de riqueza e ostentação, mas se formos fazer uma simples "conta de padeiro" veremos que a coisa na vida real não é bem assim...

Vamos supor um jovem recém-formado, lá pelos 23 anos, consegue passar em um bom concurso púlico e passe a ganhar 10k brutos mensais. Desse salário, com uma boa dose de frugalidade e vivendo com os pais, consegue economizar 60k anuais.

Com um rendimento REAL generoso de 0,5% mensais ele acumula aproximadamente R$350k em 5 anos. Nesta altura da vida ele está com 28 anos, sem apartamento e sem carro. Nessa altura do campeonato é bastante provável que acabe comprando à vista um carro mediano de 50k, afinal todo mundo no trabalho tem um carro, porque ele não? Note que o rapaz está chegando próximo dos 30 anos e continua morando com os pais. Os 300k restantes permitem comprar um apartamento simples nas grandes cidades brasileiras, mas vamos supor que ele continue morando com os pais e poupe mais dinheiro. Para facilitar as contas, vamos desconsiderar eventuais promoções no trabalho e os gastos de manutenção com o carro e namoradas.

Chega os 33 anos e ele acumulou mais R$350k durante esses 5 anos, além dos 300k iniciais, totalizando R$750k (os 300k já existentes viraram 400k). Ele está próximo do sonhado "primeiro milhão", mas continua morando com os pais. Existe a pressão social para que finalmente aos 33 anos ele deixe a casa dos pais, assim ele compra um apartamento usado de dois dormitórios em um bom bairro da metropóle, pagando 450k.

Note que com um rendimento de 10k que muitos tanto sonham, e mesmo vivendo frugalmente, o nosso herói de 33 anos conseguiu um carro (que já tem 5 anos) e um apartamento bom, mas longe de uma vida de luxo. Estou supondo também que ele esteja resistindo à idéia de se casar e ter filhos, senão a pressão de gastos seria muito maior e não conseguiria fazer os mesmos aportes mensais.

Passam mais 5 anos e ele volta novamente ao patamar de R$750k equivalentes ao padrão de hoje. Para facilitar as contas, desconsidero promoções no trabalho, mas em compensação desconsidero os gastos com o carro velho e com o apartamento. Ele já tem 38 anos e tem uma vida boa e segura para o padrão brasileiro, mas muito longe dos sonhos imaginados por muitos jovens anônimos que postam no blog do Pobreta, por exemplo. Aos 38 anos, ele ainda está no meio do caminho da independência financeira que permita largar o emprego, a não ser que ele se dê por satisfeito com os R$3.750 reais que rendem de sua aplicação. Claro que nosso herói hipotético poderia resolver deixar a frugalidade de lado e começar a gastar com viagens, carros mais caros, e festas, mas teria que continuar trabalhando até a aposentadoria.


No ERE, além do acumulo de patrimônio, a independência financeira é conseguida através da redução radical do consumo, fazendo as coisas por si mesmo (filosofia do it yourself), gastando seu tempo aprendendo coisas úteis, vivendo sem carro, roupas de marca, e celular. Certamente não é um estilo de vida que torna o sujeito atraente financeiramente para as periguetes, mas o deixa com tempo para cuidar melhor da saúde e do corpo. Só o fato de viver sem o stress do dia-a-dia deve fazer uma grande diferença para o sujeito, inclusive na parte sexual.

Exemplos de coisas que se faz ao adotar esse estilo de vida:
- ao invés de carro, andar de bicicleta e aprender a consertar a bicicleta você mesmo;
- largar o consumo de gadgets e tralhas eletrônicas que ficam encostadas a maior parte do tempo;
- aprender a cozinhar e usar ingredientes mais baratos e saudáveis;
- aprender a costurar e consertar suas roupas;
- criar soluções caseiras diversas, como manter uma horta no quintal;


Maiores informações no site do ERE (em inglês): http://earlyretirementextreme.com/


Com um gasto mensal muito menor, tem-se dois efeitos para deixar de trabalhar cedo:

a) consegue-se poupar bem mais durante a fase de acumulação;
b) requer um patrimônio menor para conseguir a independência financeira, porque a filosofia do ERE é manter esse estilo de vida simples e frugal para o restante da vida.


Obviamente não existe uma regra universal de quanto deve se acumular para conseguir essa IF, mas certamente é uma fração do que seria a IF para manter um estilo de vida "normal". O autor norte-americano do ERE diz que vive com US$7000 anuais, o que dá aproximadamente R$1500 mensais. Esse valor de renda real pode ser conseguido atualmente com R$300.000 aplicado em FIIs diversificadas.

http://earlyretirementextreme.com/how-i-live-on-7000-per-year.html


É um assunto bastante polêmico, que afeta várias áreas da vida, e essa filosofia de vida um tanto radical permite refletir inclusive sobre o que é a felicidade. É uma forma de IF que é muito mais fácil de se atingir, possível de ser conseguida em poucos anos, ao contrário da busca do sonho do primeiro milhão. Sem dúvida requer uma grande dose de coragem.

Nota do Bullock: com apartamento próprio, atualmente eu conseguiria viver tranquilamente com aproximadamente R$2.000 mensais, nem seria uma vida tão frugal assim, porque manteria certos confortos como Internet, TV a cabo, ar condicionado, e até mesmo baladas. Tirando as baladas da conta, ficaria mais ou menos no padrão do autor do ERE, de US$7000 anuais. Deixando de trabalhar, gastaria mais com a conta de luz, mas ao mesmo tempo gastaria menos com o transporte diário.

R$350 condomínio (isento de IPTU)
R$200 TV paga e Internet
R$150 ônibus (deixando de trabalhar, este gasto cai)
R$100 luz (com ar ligado no verão)
R$600 supermercado
R$600 baladas



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Algumas Lições de Benjamin Graham

Algumas idéias sobre ações do excelente livro O Investidor Inteligente

O texto que coloco em itálico é um complemento meu à idéia original do Benjamin Graham, em seu livro O Investidor Inteligente.

O investidor inteligente sabe que as ações se tornam MENOS arriscadas quando a cotação CAI, porque aumenta a margem de segurança. Viu Bastter? Assim, comprar BBAS3 a R$22 é BEM menos arriscado do que comprar BBAS3 a R$30...

O investidor inteligente só precisa de aritmética básica para fazer suas contas e ver se uma empresa está cara ou barata em termos de valor. Quando alguém sugere cálculos mais complexos, é um sinal de alerta!

Ninguém consegue prever o retorno futuro, o futuro sempre irá nos surpreender. Não se iluda com preço-alvo de uma ação indicada por corretora! Também lembro de um certo economista e consultor financeiro do programa Manhattan Connection na TV paga, o Ricardo Amorim, prevendo COM CERTEZA que a bolsa iria para os 100k um tempo atrás!

Uma ação não é apenas um símbolo virtual, é uma participação em uma empresa real com um valor que não depende de sua cotação na bolsa. Isso contrasta com a análise gráfica, que se preocupa apenas com a variação da cotação e o volume de negócios.

O mercado de ações é um pêndulo que sempre alterna entre um otimismo insustentável e um pessimismo injustificável. Épocas de pessimismo exagerado como foi em 2008 são ótimas para expandir sua carteira de ações. Existem épocas muito otimistas que também é preciso verificar se a cotação da ação justifica o lucro esperado no futuro!

Não importa o quanto de cuidado você tem ao escolher uma ação, você pode estar errado. A margem de segurança oferece uma proteção para minimizar erros.

Desenvolvendo disciplina e coragem, você evitará que o aspecto emocional de outras pessoas afete o seu futuro financeiro.

Por mais que esse livro tenha acima de 60 anos, as pessoas continuam insistindo nos mesmos erros: ganância, medo, ignorância. Os erros das outras pessoas se transforma em lucros para quem é racional, estuda o mercado e identifica oportunidades.


Algumas idéias do Warren Buffett (por terceiros, como a Mary Buffett)

Indo além do Graham, a empresa deve ter uma vantagem competitiva durável, como por exemplo, a Coca Cola. É importante que a empresa tenha (e mantenha) uma margem de lucro alta, o que não acontece com as companhias aéreas em geral, que operam com margens baixas e estão sujeitas a períodos de dificuldades. Aqui no Brasil um exemplo de empresa com margens altas é a construtora EZTEC, enquanto um exemplo de empresa com margens baixas é a Gerdau.


Algumas idéias minhas

Não confie em conselhos ou recomendações de revistas, banco, corretoras e muito menos de gente "especialista" do mercado, que vive de vender cursos e livros. Se o especialista fosse tão bom mesmo, estaria perdendo seu valioso tempo ganhando míseros trocados com cursos?

Estude e aprenda a avaliar por si mesmo. Alguns blogs e fóruns na Internet são úteis para descobrir oportunidades de investimento, afinal é duro acompanhar dezenas ou centenas de ações e fundos ao mesmo tempo que trabalha no dia-a-dia, mas nada substitui sua própria capacidade de avaliar uma oportunidade.

Corretoras vivem de compra e venda de ações, assim elas preferem que você use análise gráfica para comprar e vender ações aos montes, ao invés de um sujeito "sem graça" que opera uma ou duas vezes por mês usando análise fundamentalista. Note que toda corretora de valores possui uma área de análise gráfica no site muito maior do que de análise fundamentalista.

Análise fundamentalista é chata, você fica olhando números e tabelas, e demora muito para aprender. Análise gráfica é bacana, cheia de desenhos e termos que impressionam, e a curva de aprendizado é muito rápida, para produzir as primeiras análises! Tirando suportes e resistências simples, os gráficos aceitam qualquer interpretação... É comum dois traders grafistas fazerem interpretações totalmente diferentes e até mesmo contraditórias do mesmo gráfico... 

Grafista vende livros e cursos, enquanto que o fundamentalista fica quietinho, na dele, raramente gosta de aparecer na mídia, por que será? ;) Análise gráfica tem sua utilidade, mas deve ser usada com moderação!


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Abertura de Conta no Exterior

 Abertura da conta

 Já havia comentado em um post anterior que o banco HSBC facilita a abertura de uma conta no exterior. Aliás também existem fundos de investimentos disponíveis no Brasil que aplicam em mercados no exterior.
Entretanto, existe uma opção que é abrir a conta diretamente, sem intermediários no Brasil. Segue um guia em inglês para a abertura de uma conta na Suiça:

http://www.wikihow.com/Open-a-Swiss-Bank-Account

Aparentemente é bem mais fácil abrir uma conta na Suiça do que nos EUA.
Lembrando que o valor alocado no exterior deve ser declarado no IR.

Qual a finalidade de abrir uma conta no exterior?

A razão é bem simples, proteção do patrimônio quando se atinge um patamar mais elevado.
Que me perdoem os ufanistas, mas a realidade é que vivemos em um país da América do Sul, sujeito a mudanças bruscas de regras e populismo.
Não precisamos ir muito longe para buscar exemplos de como a situação de um país pode se deteriorar de forma grave, basta ver a situação do nosso vizinho, a Argentina. O governo até restringe a compra de moeda estrangeira, inclusive o R$ brasileiro. O governo argentino persegue a imprensa e faz maquiagem de índices inflacionários oficiais. A população tenta deseperadamente encontrar formas de proteger seu dinheiro da inflação, e é por isso que a bolsa de valores da Argentina disparou. O mesmo para a bolsa da Venezuela!

Quem já vivenciou os anos 90, lembra do Collor e a restrição da poupança, deixando muitos brasileiros completamente na mão...

Progresso

Vou informando aqui no blog os meus achados sobre investimentos no exterior. Estou pesquisando desde já todas as minhas opções futuras para a proteção do meu patrimônio, conquistado com muito esforço.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Queda na Bolsa - Hora da Festa!

A bolsa de valores tem caído consideravelmente nos últimos pregões. Estou achando lindo, mesmo fortemente comprado em ações e vendo o patrimônio temporariamente diminuir. Hora de fazer alguns ajustes na carteira para aproveitar as promoções. Essa é outra vantagem da diversificação, você pode vender um papel que não está tão atraente para comprar um outro que está barato e com maior potencial.

Um papel que está bastante atraente no preço atual é BBAS3, com P/L baixo (mesmo considerando apenas os lucros recorrentes), DY elevado, e uma margem de segurança enorme. Pode cair ainda mais, e é bastante possível que aconteça, mas já aumentei posição com uns trocados disponíveis.
Vi que muita gente de blogs de finanças não possui o papel em carteira.

Recomendo estudar o papel. Lembrando que a decisão de compra é por sua conta e risco.
Continuando a queda da bolsa outros papéis podem brotar como pechinchas. Espero que essa queda dure pelo menos até o próximo mês!